sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Jesus, um exemplo a ser seguido!



         A figura de Jesus sempre chamou a minha atenção. Os seus ensinamentos, as suas palavras, e até mesmo a forma de tratar as pessoas de sua época demonstram a grandiosidade da sua personalidade. Muitas pessoas, atualmente atribuem a completude do Evangelho de Cristo ao desmando de alguns, e fazem dos erros destes como que provenientes da Bíblia.
Infelizmente, uma verdade que se observa nos nossos dias é que o evangelho de Cristo, as “boas novas” que são pregadas nas Igrejas Evangélicas e ditas como que vividas por alguns cristãos distanciam-se muito do evangelho da Bíblia, e especialmente do vivenciado e apregoado por Jesus. Infelizmente, vive-se em meio a uma sociedade que a cada dia tem se tornado mais egoísta, na qual os indivíduos fecham-se cada qual em seu “mundo”, e fazem deste a sua extrema prioridade, e isso vem ocorrendo também nas Igrejas - no meio do povo Cristão. Uma das consequências oriundas de tal postura é que cada vez mais no mundo, as pessoas que têm sofrido, e levado este sofrimento por toda a vida terrena.
Os ensinamentos de Jesus, embora vinculados a religiões específicas, não se resumem a estas, pois o mesmo, não estabeleceu em momento algum qualquer tipo de religião, mas sim um modo de enxergar a vida, de tratar ao seu próximo e a Deus que se observados irão nos trazer diversos benefícios desde que sejam seguidos verdadeiramente por cada um. Irei citar neste breve texto, algumas atitudes de Jesus que me chamam atenção e que podem ser observadas por nós e aprendidas, se assim quisermos.

1) O Perdão

E, endireitando-se Jesus, e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais.

João 8:10,11. Fonte: https://www.bibliaonline.com.br/acf/jo/8


Neste texto, a bíblia narra a história de uma mulher que foi pega em adultério, e pela Lei de Moisés, esta deveria ser apedrejada. E então os Escribas e Fariseus, que eram autoridades religiosas da época procuram Jesus, com o intuito de ter algum motivo para acusá-lo. E então perguntam ao Bom Mestre, o que deveria ser feito com ela, após essa pergunta, Jesus responde a eles: “Quem não tem pecado que atire a primeira pedra”, e ao ouvir esta palavra, os acusadores da mulher adúltera que estavam prontos para condená-la, saem daquele local envergonhados e confusos, agora conscientes de sua fragilidade humana. Talvez, muitos daqueles que estavam acusando aquela mulher, portando-se como juízes cometiam erros semelhantes ao dela, e até maiores, mas por gozarem de uma situação privilegiada, por se acharem “adornados” de uma santidade inexistente neles e uma conduta de vida aparentemente bela, estavam a lhe acusar. E o mestre Jesus, o único que poderia apedrejá-la, pois não tinha pecado algum, diz a mesma: “Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais”.
Tal atitude é digna de tamanha observação. Observamos que a sociedade mundial tem vivenciado um período extremamente amargo. Os casos de violência noticiados na TV, casos de pais matando filhos e vice-versa, fazem-nos pensar se realmente evoluímos ou não, e não só isso, as famílias passam por um momento complicado que vem ocorrendo em grande escala que é a desestruturação do lar. As pessoas, a cada dia que se passa, estão mais e mais amargas, com receio uma das outras. Pais que não possuem uma boa relação com a sua esposa, filhos, e neste ambiente vai se criando mais e mais adultos frustrados e infelizes. O ódio passa a ser a postura assumida por alguns como prática de vida, e o perdão passa a ser coisa de “outro mundo”, e com isso, vemos o reflexo dessa postura no nosso dia a dia, nas nossas escolas, no trabalho e no até mesmo no trânsito. Uma geração que se intitula como a geração do conhecimento, da tecnologia, mas que cada vez mais sofre e faz os outros sofrerem, uma geração depressiva e amargurada.
O perdão surge então como o meio de se conviver de uma forma melhor e feliz. Quando perdoamos uns aos outros, aproximamo-nos de Deus, pois ele é o Pai Perdoador, que enviou o seu único filho à Terra para poder dar-nos a chance de retornamos a ele e vivenciarmos a plenitude do seu amor. O perdão une as pessoas novamente, através dele, surge à demonstração de que há uma preocupação de se reatar algo que se tinha anteriormente, e do qual, o indivíduo não abre mão. É dizer não, a amargura, ao rancor, e dar um passo muito grande em direção ao amor. “Pois só quem ama, perdoa”, quantas pessoas vivem afastadas uma das outras, sem se falarem, devido a algum motivo, e nem sequer conseguem olhar para o outro, pois o rancor apoderou-se dela, e fez da mesma, um mero escravo. É nesse contexto que o termo apresentado deve ser entendido, é preciso se perdoar, e perdoar também ao seu próximo, pois enquanto houver rancor, tristeza, não haverá espaço algum para a paz e a felicidade.

    2) A não exclusão do Próximo

 E aconteceu que, estando ele em casa sentado à mesa, chegaram muitos publicanos e pecadores, e sentaram-se juntamente com Jesus e seus discípulos.
         E os fariseus, vendo isto, disseram aos seus discípulos: Porque come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores?
               Mateus 9.10,11


Vemos em Jesus, uma postura de sempre ir aos que precisavam dele. Embora os religiosos da época, com base em uma justificação salvífica própria, negavam-se em ter contato com os Publicanos, profissão que era mal vista na época, e em se afastar dos ditos então como pecadores, o Mestre Jesus, diferentemente destes, não via barreira alguma que o distanciasse destas pessoas. Ele disse “Eu vim para os doentes, e não para os sãos”, com isso, o vemos chegando em lugares que nenhuma pessoa tida como importante na época ia, e além disso, demonstrava uma postura de amor, de uma não acepção. Para ele, não importava a riqueza, a pobreza, o nível de escolaridade, pois na sua mente fantástica, o amor estava muito acima disso, o Evangelho era pra todos, “as boas novas” eram universais. E tal atitude não era bem vista para os tidos como “maiorais” da sua época, entre eles, os fariseus, que sempre buscavam uma oportunidade para poder criticar alguma atitude de Jesus. Contudo, Jesus deixa-nos através disso, o exemplo de nunca excluir outro ser humano, seja qual for o motivo, ele disse: “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” -  João 15:12, assim, seja qual for o motivo, seja escolaridade, pobreza, etnia, nós não devemos olhar para o outro com indiferença, pois se Jesus quando olhasse para nós visse somente o nosso pecado, sem se importar conosco, ele não morreria por nós. O amor une as pessoas, só ele consegue aproximar dois inimigos. A acepção de pessoas se associa com a falta de amor, quando amamos de fato, verdadeiramente uns aos outros, conseguimos tratar bem a todos e suportar estes. O mundo é mal, porque falta amor, ninguém jamais poderá afirmar que por amor se mata alguém. Falando-se em relacionamento entre um homem e uma mulher, o verdadeiro amor jamais poderá implicar em se maltratar o seu cônjuge, pois amar é colocar os interesses de outrem acima dos seus. Amar é dar a sua vida se for preciso, e o maior exemplo de amor que temos é o de Jesus: que nos amou, antes mesmo de conhecermos a ele, que se entregou em nosso lugar.

  • Conclusão
Através desse breve texto, propus uma observação de algumas atitudes de Jesus que se aderidas por nós podem trazer benefícios não só a nós, mas a todos que nos cercam. Dei ênfase ao amor, pois é a base da vinda de Jesus á Terra. Seria muita pretensão minha querer demonstrar através de textos, a completude em todos os âmbitos do que Jesus significa, e o peso da sua mensagem em nossas vidas. Quero somente então, deixar esse texto como uma análise de quem quer a cada dia ser semelhante a Cristo, e que entende que só a Luz do Evangelho pode transformar o homem, e fazê-lo um indivíduo melhor, e que enfaticamente pode ser afirmado: O mestre Jesus é um exemplo a ser seguido.


 Autor: Edlan Santos do Amaral
 Salvador – Bahia
    21 de Agosto de 2015

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